Representatividade no Cinema: Figuras LGBTQIAP+ nas Telas

Do drama à comédia, as produções audiovisuais transformam as alegrias e os desafios da vida em arte, contando histórias sobre indivíduos, lugares e uma ampla variedade de temas. Com a comunidade LGBTQIAP+, isso não é diferente. Pensar sobre o cinema é: interpretar representações que influenciam espectadores e formas de significar as mais diversas visões de mundo. O espaço reservado às produções audiovisuais e televisivas é hoje grande e poderoso demais, nele vemos assuntos considerados tabus sendo retratados com visões críticas e delicadas por diretores e roteiristas.

O cinema é responsável por expor cenas do imaginário popular, sendo elas realidades vividas no dia a dia, ou mesmo histórias fantásticas onde se quer viver. Porém, é importante ressaltar como essas obras afetam a sociedade e como serão vistas pelas pessoas. Hoje temos uma variedade de obras que representam, ou buscam dissertar sobre comunidade LGBTQIAP+, seja com a intenção de mostrar o seu cotidiano, trazendo o lado realista, ou até mesmo criando um cenário menos real e fantasioso.

 “A arte que traz uma conscientização acaba sendo vista como cult, um produto para um nicho que tenha interesse por esses filmes”, comenta o ator Gabriel Rocha, de 26 anos. 

Trazer a imagem dessas minorias para o cinema é algo poderoso, aproxima o público de realidades que, apesar de serem comuns, não são bem representadas e carregam muitos estereótipos e preconceitos em seu cerne. No Brasil, as obras audiovisuais ainda são pensadas de forma como produtos ou “arte para vender” e assim, não são bem desenvolvidas e os estereótipos ainda são livremente propagados.

Nas grandes obras brasileiras é comum que a imagem do homem gay, por exemplo, esteja atrelada a uma personalidade que serve como alívio cômico, além de ser apresentada como algo caricato. A sexualidade resume todo o embasamento do personagem, que ao não possuir profundidade acaba se tornando uma piada.

Já nas obras em que vemos maior profundidade e busca pela representação desses personagens, o comum é que a abordagem das vivências dessas personagens não seja exatamente condizente com a realidade do Brasil, onde o assunto ainda é extremamente cercado pelo conservadorismo e violência contra as pessoas LGBTQIAP+. 

Ainda assim, é interessante observarmos como vem aumentando a demanda por obras que retratam com veracidade a realidade vivida por essas pessoas, os sonhos, as vontades e desejos de indivíduos que foram por tanto tempo reprimidos pela sociedade. É necessário incentivar obras com perspectivas críticas sobre o cinema, que precisa suprir essa falta de representações sem alienar as condições sociais que, para muitos, ainda é um tabu que precisam encarar.

Escrito por: Laura Pinheiro

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